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Curiosidades

Curiosidades da Natação

Haja coragem
Como não havia piscina em Atenas-1896, as provas eram disputadas em mar aberto, na baía de Zea, em um local vizinho ao porto de Pireus. Realizou-se, entre outras, uma pitoresca competição de 100 m livre somente para marinheiros gregos. Os nadadores sofreram com as águas geladas, a uma temperatura média de 13 graus

Barreiras
Um australiano, Frederick Lane, venceu a inédita prova dos 200 m com obstáculos em Paris-1900. Os participantes tinham de completar a distância nadando e subindo em um barco ou mergulhando por debaixo deles. Lane também ganhou os 200 m livre, com o tempo de 2min25s2

Quase piscina
Em Saint Louis-1904, pela primeira vez as provas da natação não foram realizadas em águas abertas. Foi construído um lago artificial, também utilizado pela Exposição Universal. As disputas foram realizadas desde uma balsa e, muitas vezes, com os pés dentro da água, já que a presença a bordo de mais de oito atletas faria a embarcação afundar.

Elas chegam
Em Estocolmo-1912, as mulheres entraram para valer nos Jogos. Com 57 representantes, participaram das provas da natação pela primeira vez. A australiana Sarah Fanny Durack tornou-se a primeira campeã olímpica neste esporte, ao vencer os 100 m livre com o tempo de 1min22s02.

Força jovem
Os japoneses dominaram as provas de natação em Los Angeles-1932, ganhando 11 medalhas, cinco delas ouro. Dois deles eram particularmente jovens: Yosuki Miyazaki, de 16 anos, ganhou os 100 m livre, e Kusuo Kitamura, de apenas 14 anos de idade, venceu na prova de 1.500 m livre. Kitamura tornou-se mais tarde representante de seu país na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Outra estrela
Nos 400 m livre, em Los Angeles-1932, o vencedor foi o norte-americano Buster Crabbe. Anos mais tarde, como Johnny Weissmuller, ele estrelaria filmes de Tarzan. Também interpretaria outros personagens, como Flash Gordon e Buck Rogers.

Bebedeira
A natação feminina foi marcada por um escândalo em 1936: Eleanor Holm-Jarret, uma das principais figuras na equipe norte-americana, já tinha sido suspensa em 1934, pelo Comitê dos Estados Unidos sob acusação de profissionalismo. Conseguiu a classificação para Berlim nas seletivas norte-americanas e viajou como favorita à medalha de ouro. Na viagem, a bordo do navio que transportava a delegação de Nova York a Hamburgo, Holm-Jarret dedicou a maior parte do tempo a freqüentar o bar e a apreciar as bebidas, especialmente o champanhe. Na chegada à Alemanha, Avery Brundage, presidente do comitê norte-americano, explicou que a nadadora tinha sido separada da equipe por “não respeitar as regras do treinamento”.

Dirigente
Nas Olimpíadas de Berlim-1936, o brasileiro João Havelange, futuro presidente da Federação Internacional de Futebol Association (Fifa), disputou as provas dos 400 m e os 1.500 m livre, além de também integrar a seleção nacional de pólo aquático.

Broche
As provas da natação da Olimpíada de Londres-1948 foram disputadas no Empire Pool, uma piscina privada, alugada para os Jogos, de 50 m e construída em uma antiga pista de patinação. Com a ausência do Japão, os americanos ganharam todos os títulos, incluindo os saltos ornamentais. A Itália foi a surpresa do pólo aquático, derrotando na final a poderosa equipe da Hungria. Muitos nadadores adotaram o uso de um broche no nariz para impedir a entrada de água, o que os obrigava a respirar pela boca.

 

Peixe voador
Somente em Helsinque-1952, o Brasil conseguiu conquistar uma medalha na modalidade. Tetsuo Okamoto chegou em terceiro lugar nos 1.500 m livre, ao completar a prova em 18min51s3. O resultado rendeu ao brasileiro o apelido de “peixe voador”. Atleta do Yara Clube de Marília, Okamoto bateu o recorde sul-americano ao conquistar a medalha de bronze.

 

Novo estilo
Em 1952, na prova dos 200 m peito, vencida por John Davis, todos os competidores usaram o nado borboleta, que ainda não era considerado um estilo. A partir de Helsinque, a Federação Internacional de Natação decidiu separar o estilo borboleta, à época nadado com patada de estilo peito.

 

Por um triz
O Brasil conquistou sua segunda medalha de bronze nos Jogos de Roma-1960 com Manoel dos Santos Júnior, na prova dos 100 m livre. Ele ficou apenas 0s2 da medalha de ouro. O nadador paulista liderou a prova durante boa parte, mas foi ultrapassado pelo australiano John Devitt e pelo norte-americano Lance Larson na reta final.

 

Rivalidade
O duelo entre os Estados Unidos e a Austrália proporcionou um dos maiores espetáculos dos Jogos de Roma-1960. Foram batidos seis recordes mundiais e 14 olímpicos. Os norte-americanos venceram seis provas, e os australianos, quatro

 

Desempate
Ainda em Roma-1960, a decisão dos 100 m livre foi polemica. A olho nu, a vitória, apertada, foi do norte-americano Lance Larson. Porém, depois de muita deliberação, a medalha de ouro acabou indo para o australiano John Devitt, fato que provocou muitos protestos da equipe americana. Ambos marcaram o mesmo tempo: 55s2.

Rivalidade II
A guerra aquática protagonizada em Roma por norte-americanos e australianos repetiu-se em Tóquio-1964, com a incontestável vitória dos Estados Unidos. Foram 16 medalhas de ouro contra quatro dos australianos. A estrela máxima americana foi Don Schollander, um estudante de 18 anos que ganhou os 100 m e os 400 m livre, além de integrar as equipes vencedoras dos revezamentos 4×100 m e 4×200 m livre.

Raspando
Na Cidade do México, em 1968, o brasileiro José Silvio Fiolo terminou a prova dos 100 m peito a 0s1 dos soviéticos Vladimir Kosinsky e Nikolai Pankin, medalhas de prata e bronze respectivamente. Fiolo completou os 100 m com o tempo de 1min08s1.

Máquina
Entre julho de 1971 e janeiro de 1972, a australiana Shane Gould estabeleceu novos recordes mundiais em todas as distâncias reconhecidas do estilo livre: 100, 200, 400, 800 e 1 500 m. Nos Jogos de Munique, esta nadadora de 15 anos competiu em doze provas em oito dias. Conseguiu três medalhas de ouro (200 e 400 m livre e 200 m medley), uma de prata (800 m livre) e uma de bronze (100 m livre). No ano seguinte, cansada por causa do sacrifício que a natação lhe custava, ela anunciou sua retirada das piscinas.

Saia justa
A URSS e a Alemanha Oriental dominaram as competições da natação na piscina Lênin, ocupando quase todos os pódios nos Jogos de 1980. O grande destaque foi o soviético Vladimir Salnikov, apelidado “O Expresso de Leningrado”, que conseguiu nadar os 1.500 m abaixo dos 15 minutos. Salnikov ganhou também nos 400 m livre, com novo recorde olímpico, e o revezamento 4×200 m. Salnikov tinha 20 anos de idade e era um dos nadadores soviéticos que treinavam nos Estados Unidos quando o presidente Carter anunciou o boicote norte-americano aos Jogos de Moscou.

Suspeita
As nadadoras da China apareceram com força total em Barcelona-1992, ganhando os 50 m e 100 m livre, os 100 m borboleta e os 200 m medley. Elas desapareceriam nos Jogos de Atlanta, depois da suspeita de terem importado os métodos de treinamento químico da ex-Alemanha Oriental

Solitário
Em Sydney-2000, o Brasil teve 13 atletas na natação. Entre eles, só Rogério Romero conseguiu chegar à final das provas individuais. Ele disputou a prova dos 200 metros nado costas e chegou em sétimo lugar

Palco perfeito
As provas da natação conseguiram prender a atenção do mundo todo em Sydney-2000. Na magnífica piscina australiana, bateram-se nada menos que 37 recordes (14 mundiais e 23 olímpicos).

Mico olímpico
Uma das figuras mais simpáticas de Sydney-2000 foi Eric Moussambani, da Guiné Equatorial. Ele competiu nos 100 m livre nadando sozinho, já que seus dois adversários na série haviam sido desclassificados. Demorou mais do dobro do tempo que os primeiros colocados para completar a distância e quase se afogou no final da prova. Moussambani tinha aprendido a nadar apenas seis meses antes do início dos Jogos e confessou que era a primeira vez que nadava essa distância. Em tempo: na Guiné Equatorial não existiam piscinas olímpicas.

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