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História no Brasil

No Brasil, o basquete foi implantado no Mackenzie College, em 1896, pelo professor norte-americano August Shaw. Após um início restrito à comunidade norte-americana, começou a interessar os brasileiros por volta de 1906, quando foi introduzido por Oscar Thompson na Escola Normal de São Paulo. As associações Cristãs se encarregaram de divulgá-lo pelo Brasil.

As primeiras regras oficiais publicadas no Brasil datam de 1915, e o primeiro torneio, disputado no Rio, foi realizado em 1925. O primeiro jogo internacional da América do Sul, um amistoso, foi disputado pelas equipes do Brasil e da Argentina, em 1930. A Federação Brasileira de Basketball nasceu em 25 de dezembro de 1933, no Rio de Janeiro. No dia 26 de dezembro de 1941, em assembléia aprovada, o nome passou a ser o atual – Confederação Brasileira de Basketball.

A estréia do basquete brasileiro em Olimpíadas aconteceu em Berlim-1936, e a primeira medalha não demorou a chegar. Em Londres-1948, a equipe dirigida por Moraci Daiuto conseguiu sete vitórias e sofreu apenas uma derrota, para a França, ficando com a medalha de bronze. A primeira grande geração de craques brasileiros, formada por Amaury, Rosa Branca e Wlamir Marques, conquistou para o país mais duas medalhas de bronze, em Roma-1960 e Tóquio-1964.

Nos Jogos de Roma, o Brasil perdeu apenas para EUA e União Soviética, que decidiram a competição. Em Tóquio, foram seis vitórias em nove partidas. Este mesmo time também fez bonito na Cidade do México-1968, ficando com o quarto lugar. A campanha brasileira novamente teve seis vitórias e três derrotas (uma para os EUA e duas para a URSS).

Em Munique-1972, o Brasil viveu uma fase de transição. Os maiores jogadores do time começaram a se aposentar e a equipe caiu de produção, ficando apenas em sétimo lugar. A seleção não obteve vaga nos Jogos de Montreal-1976. A volta do Brasil aos Jogos Olímpicos, em Moscou-1980, marcou o surgimento de um gênio: Oscar Schmidt, que se tornaria o maior cestinha da história dos Jogos ao marcar 1093 pontos em 38 jogos. Schmidt participou de cinco Olimpíadas e conquistou, como melhor resultado, a quinta colocação em três oportunidades (1980, 1988 e 1992).

Se os homens não conquistam medalhas há mais de trinta anos, as mulheres deram um jeito de quebrar esta escrita. O Brasil participou pela primeira vez do torneio feminino de basquete em Barcelona-1992, ficando na penúltima colocação. A recuperação aconteceu quatro anos depois, em Atlanta, e foi sensacional. Com Hortência e Paula em grande forma, o Brasil provou que o título mundial conquistado em 1994 não fôra por acaso, chegando à final contra os EUA. Na decisão, as brasileiras acabaram demonstrando um pouco de nervosismo e foram derrotadas com certa facilidade. Mas a medalha de prata serviu para coroar o empenho da dupla Hortência e Paula em mais de dez anos de seleção.

Posteriormente o time, comandado por Janeth, ficou com a medalha de bronze. Com uma campanha de altos e baixos, a seleção ganhou moral ao vencer a Rússia nas quartas-de-final, depois de acumular três derrotas nos cinco jogos da fase de classificação.

O fraco desempenho na primeira fase, quando perdeu para Canadá, França e Austrália, chegou a colocar em risco o cargo do técnico Antônio Carlos Barbosa, acusado de não dar padrão de jogo ao time. Uma reunião entre as jogadoras melhorou o ambiente no grupo. A partir daí, o Brasil venceu as russas, mas perdeu novamente para as australianas nas semifinais. Apesar disso, a equipe teve forças para vencer as sul-coreanas e garantir o bronze.

Para Atenas-2004, a equipe feminina conquistou a vaga ao vencer o Pré-Olímpico de Culiacan, no México. Já a equipe masculina não se classificou pela segunda vez consecutiva.

Fonte: Uol, Terra, globo.com

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