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Curiosidades

As estrelas da NBA, a liga profissional norte-americana, passaram a disputar o Mundial apenas em 1994, no Canadá. Dois anos antes, a Fiba (Federação Internacional de Basquete) já havia permitido que os astros da liga participassem dos Jogos Olímpicos de Barcelona-92.

Neste ano, apesar de serem a maior força do basquete mundial, os Estados Unidos abrigam o Mundial masculino pela primeira vez na história. O torneio acontece em Indianápolis, onde sofreram justamente seu primeiro revés diante de sua torcida, em 1987, para o Brasil na final dos Jogos Pan-Americanos (120 a 115).

Brasil e Estados Unidos são os dois únicos países que estiveram presentes em todas as edições da competição. Os brasileiros foram campeões duas vezes, em 1959 e 1963, e os norte-americanos, três, em 1954, 1986 e 1994.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a praticar o basquete, em 1896. A modalidade havia sido criada cinco anos antes pelo professor canadense James Naismith, que dava aulas no colégio da ACM (Associação Cristã de Moços), em Springfield, Massachussets (EUA).

A primeira partida oficial do recém-criado esporte foi disputada no ginásio Armory Hill, no dia 11 de março de 1892, e os alunos venceram os professores pelo placar de 5 a 1, na presença de cerca de 200 pessoas.

Maior cestinha do basquete brasileiro, o ala Oscar Schmidt disputou 326 partidas pela seleção brasileira e marcou 7.693 pontos, média de 23,5 por partida.

O “Mão Santa” Oscar é ainda o recordista de pontos na história dos Mundiais, com 893 pontos. O atleta brasileiro foi homenageado pelo Comitê Organizador do Mundial de Indianápolis, sendo considerado um dos grandes nomes da modalidade em todos os tempos.

O pivô chinês Ming Yao é o jogador mais alto do Mundial de Indianápolis. O atleta asiático de 2,26 m foi o primeiro escolhido no último draft da NBA. Na próxima temporada, o “gigante” chinês jogará pelo Houston Rockets.

Em 1985, a Fiba institui a cesta de três pontos da linha dos 6,25 metros. Tal regra já era utilizada na NBA desde 1980. No entanto, na liga norte-americana, a distância do arremesso é maior _começou em 6,75 m, passando para os 7,24 m nos anos 90.

O placar mais alto em uma partida de basquete aconteceu em um jogo internacional de veteranos nos Jogos Asiáticos-1982, quando o Iraque venceu o Iêmen por 251 a 33, em Nova Déli, na Índia.

Em Olimpíadas, o basquete apareceu pela primeira vez em Saint Louis-1904, ainda como esporte de exibição. Tinha sido criado apenas 12 anos antes por um professor da Associação Cristã de Moços (YMCA, em inglês).

Em Berlim-1936, o primeiro time norte-americano de basquete a participar dos Jogos Olímpicos foi formado após um torneio realizado no Madison Square Garden, em abril de 1936. Foram convidadas duas equipes do campeonato da AAU (Amateur Athletic Union), o time vencedor do campeonato da YMCA e cinco times do campeonato colegial. A final foi disputada pelo Globe Oilers, de Kansas, e a equipe da Universal Pictures, da Califórnia. A seleção foi formada por sete jogadores do time da Universal, seis do Globe Oilers e um da equipe universitária.

A final do basquete de Berlim-1936, entre as equipes dos Estados Unidos e do Canadá, foi disputada sob forte chuva, diante de um público de 2 mil espectadores. No primeiro tempo, os norte-americanos venciam por 15 a 4. No segundo, com a quadra transformada em um lamaçal, os Estados Unidos mantiveram a vantagem e conquistaram a medalha de ouro com uma vitória por 19 a 8.

Os Estados Unidos eram mais uma vez os mais fortes do torneio de basquete de Helsinque-1952, mas, na final contra a União Soviética, não conseguiam pegar a bola diante da estratégia empregada pelo adversário: monopolizar a bola para limitar as chances norte-americanas. Após dez minutos de jogo, o placar ainda era de 4 a 3 para os Estados Unidos. No final, vitória norte-americana por 36 a 25. Contra o Brasil, na semifinal, os Estados Unidos já haviam vencido pelo apertado placar de 57 a 53, graças ao pivô Lovellette, que marcou 27 pontos. No primeiro tempo, a vantagem dos americanos sobre os brasileiros tinha sido apenas de 26 a 24.

Dez dos integrantes da equipe de basquete dos Estados Unidos, vencedora da medalha de ouro em Roma-1960, se tornaram jogadores profissionais da NBA. Liderados por Jerry Lucas e Oscar Robertson, os norte-americanos ganharam todos seus jogos por pelo menos 24 pontos de vantagem. Contra o Brasil, terceiro colocado e medalha de bronze, venceram por 90 a 63.

Em Munique-1972, a final do torneio de basquete, entre Estados Unidos e União Soviética, terminou em confusão. Os EUA, invictos nos Jogos e com um recorde de 62 vitórias consecutivas, pensaram que já tivessem vencido por 50 a 49 quando o juiz brasileiro Renato Righetto encerrou o jogo. Os juízes de mesa, porém, acrescentaram 3 segundos à partida. Os soviéticos aproveitaram o tempo restante e Aleksandr Belov fez a cesta que deu a vitória para a URSS por 51 a 50. Os norte-americanos ficaram furiosos e se recusaram a receber a medalha de prata.

Em Moscou-1980, a seleção brasileira masculina acabou favorecida pelo boicote dos países capitalistas. Mesmo eliminada no Pré-Olímpico, foi convidada a participar dos Jogos e terminou na quinta colocação.

Em Los Angeles-1984, a grande surpresa foi a Espanha, que chegou à final depois de derrotar os poderosos iugoslavos. Na decisão contra os Estados Unidos, os espanhóis perderam por 95 a 65. A equipe norte-americana ganhou todas suas partidas com uma média de 32 pontos de vantagem. A estrela do torneio foi Michael Jordan, que logrou uma média de 17,1 pontos por jogo. Outros jogadores de destaque foram Patrick Ewing, Wayman Tisdale, Chris Mullin e Sam Perkins, todos futuros jogadores da NBA.

Em Seul-1988, o brasileiro Oscar Schmidt foi o destaque do torneio de basquete masculino. Em uma partida classificatória contra a Espanha, ele marcou 55 pontos, recorde em Olimpíadas, finalizando a competição com a incrível média de 42 pontos por jogo. Oscar é também o maior cestinha da história da modalidade em Jogos Olímpicos. Ele anotou 1.093 pontos em 38 partidas disputadas, em cinco edições diferentes.

Em abril de 1989, a Federação Internacional de Basquete permitiu a partici-pação de jogadores profissionais nos Jogos Olímpicos. Isso possibilitou aos Estados Unidos montarem uma equipe com jogadores da NBA, conhecida como “Dream Team”. Comandado por Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, o time arrasou todos os adversários, derrotando-os com uma mé-dia de 40 pontos de vantagem e marcando mais de 100 pontos por partida.

Enquanto o basquete masculino estreou em Saint Louis-1904, como esporte-exibição, o basquete feminino só entrou no programa dos Jogos Olímpicos em 1976, na Olimpíada de Montreal (Canadá).

Os EUA obtiveram 11 medalhas de ouro em 14 torneios de basquete masculino disputados em olimpíadas. Nas duas vezes em que disputaram e não ganharam, foram prata (em Munique-1972) e bronze (Seul-88). Em Moscou-1980, os EUA, realizando boicote, não participaram. Ao todo, foram 100 vitórias e apenas três derrotas.

 

Fonte: Uol, Terra, Folha online

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