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Maurren Higa Maggi

Divulgação/CBAt

A trajetória de Maurren Higa Maggi começou em 1994, aos 18 anos de idade, quando saiu de São Carlos, interior de São Paulo, na tentativa de realizar o sonho de se tornar uma atleta olímpica. Chegando a São Paulo, ela passou a treinar no Projeto Futuro, no Ibirapuera, e a competir pela equipe da ADC-Eletropaulo, sob a orientação de Nélio Alfano Moura e de sua esposa Tânia Fernandes de Paula Moura, seus técnicos até hoje. Logo no primeiro ano, ela conquistaria os títulos de campeã brasileira e sul-americana juvenil do salto em distância, além de se tornar campeã sul-americana dos 100 metros com barreiras.

Os anais do Instituto Memorial do Salto Triplo, da qual faz parte da galeria de honra, registram que sua primeira conquista internacional importante foi a medalha de prata, no salto em distância do Campeonato Ibero-Americano disputado em Medellin, na Colômbia, em 1996.

Um ano depois bateu o recorde paulista adulto, defendendo as cores da União Esportiva Funilense. No mesmo ano de 1997, a brasileira foi “bi” no Ibero-Americano, dessa vez em Lisboa, Portugal.

Em 1999, após conquistar a medalha de bronze na Universidade (Jogos Olímpicos Universitários), Maurren embarcou como uma das favoritas a medalha nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, Canadá.

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De unhas pintadas com as cores da bandeira brasileira, Maurren surpreendeu a todos ao conquistar a primeira medalha de ouro do salto em distância brasileiro na história dos Jogos Pan-americanos, com a marca de 6,59 m. Logo após disputou os 100 metros com barreiras e beliscou a prata, novamente impondo recorde sul-americano para a prova. Aliás, ela foi a primeira sul-americana a correr a prova com tempo abaixo dos 13 segundos.

Ávida, Maurren – nome escolhido por seu pai, um beatlemaníaco, em homenagem à então mulher do baterista Ringo Starr – queria mais títulos. Em 2000, a atleta chegou à Austrália como uma das maiores esperanças de medalha da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Sydney. No entanto, um problema muscular enterrou o sonho da medalha olímpica na caixa de areia.

Em 2002, a musa do atletismo brasileiro teve uma de suas melhores temporadas. Estabeleceu o recorde sul-americano no salto triplo (14,32 m), e foi vice-campeã no salto em distância da Copa do Mundo de Atletismo, em Madri. Sua conquista mais expressiva, porém, ocorreu justamente na competição mais importante daquele ano: a Final do Grand Prix da IAAF (Federação Internacional de Atletismo), em Paris, quando venceu a prova do salto em distância, com 7,02 m, sua melhor marca da temporada.

Em 2006, após duas temporadas de inatividade, ela voltou às competições em grande estilo e entrou novamente no hall das melhores saltadoras do mundo. A retomada da trajetória de conquistas foi em “casa”, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, quando conquistou a medalha de ouro e subiu ao pódio enrolada na bandeira brasileira. A cena voltou a se repetir na edição seguinte dos Jogos Pan-americanos, em Guadalajara, no México, em 2011. Somado ao ouro no Pan de Winnipeg, no Canadá, em 1999, a brasileira se tornou tricampeã pan-americana.

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No entanto, o melhor ainda estava por vir. Em 2008, um ano após ser ouro no Pan do Rio de Janeiro, Maurren se tornou o maior nome da história do atletismo feminino do país ao ganhar a medalha de ouro na prova de salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim, saltando 7,04 metros.

No ponto mais alto do pódio, e novamente enrolada na bandeira brasileira, ela ouviu, emocionada, o hino nacional tocar no Ninho do Pássaro, nome dado ao Estádio Olímpico de Pequim. O sonho seu maior sonho estava realizado.

Fonte: Saltotriplo.org

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