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História no Mundo

História do Atletismo

Nos primórdios de nossa civilização, começa a história do atletismo. O homem das cavernas, de forma natural, praticava uma série de movimento nas atividades de caça, em sua defesa própria entre outros necessários para a sua vida cotidiana e sobrevivência. Ele saltava, corria, lançava, enfim desenvolvia uma série de habilidades relacionadas com as diversas provas de uma competição de atletismo.

Podemos verificar que as provas de atletismo são atividades naturais e fundamentais do homem: o andar, o correr, o saltar e o arremessar. Por esta razão, considera-se o atletismo o “esporte-base” e suas provas competitivas compõem-se de marchas, corridas, saltos e arremessos. Além disso, o desenvolvimento dessas habilidades é necessário à prática de outras modalidades esportivas.

Há resquícios de que o atletismo surgiu no ano 4.000 a.C., no Egito. Porém, coube à Grécia desenvolver o esporte entre 1253 e 884 a.C. As crianças praticavam corridas, saltos e lutas para conseguirem destreza física na idade adulta e procuravam conservá-la o máximo possível durante a maturidade. Participavam de festas atléticas de notória repercussão como os Jogos Ístmicos, os Píticos e os Olímpicos.

Os Jogos Olímpicos eram celebrados de quatro em quatro anos na planície de Olímpia, no Peloponeso. No começo, limitavam-se apenas às corridas, sendo que as mais antigas eram as rasas, de velocidade, e revezamento. As provas com obstáculos foram idealizadas tendo como modelo as corridas de cavalo.

A maratona, a mais famosa das corridas de resistência, fundamenta-se na legendária façanha de um soldado grego que, em 490 a.C., correu o campo de batalha das planícies de Maratona até Atenas, numa distância superior a 35 Km, para anunciar a vitória dos gregos sobre os persas. Uma vez cumprida a missão, caiu morto. As maratonas modernas exigem um percurso ainda maior: 42.195 m

 

No Brasil

Alguns documentos do começo do século XX revelam que o atletismo passou a ser praticado no Brasil por estrangeiros radicados em São Paulo, em 1910. Porém, há registros de provas que foram realizadas no Hipódromo de Niterói (Rio de Janeiro), no fim do século XIX, e que a própria Princesa Isabel ter-se-ia encarregado de entregar as medalhas aos vencedores.

Outros registros dão conta de que houve outras competições de atletismo no Brasil, no começo do século XX. Em 1902, têm-se notícias de algumas provas realizadas no Rio de Janeiro em pista de grama, mas o local é desconhecido. Em 1906, realizou-se uma prova de rua na Bahia. Esta é apontada por alguns pesquisadores do esporte no Brasil como a primeira prova de pedestrianismo (corrida de rua) disputada em território nacional.

Em virtude da radicação no Brasil do atleta dinamarquês Islorvard Rasmussen, em 1914, o jornal paulistano “O Estado de São Paulo” organiza a primeira competição oficial de atletismo no país. Essa competição realizada nas dependências do Clube Espéria (São Paulo) recebeu o nome de “Campeonato Acadêmico do Atleta Completo”. Como já era esperado, o atleta dinamarquês venceu a competição seguido do brasileiro Amadeu Silveira Saraiva.

Durante a I Guerra Mundial, as competições de atletismo foram paralisadas.

Terminada a Grande Guerra, o mesmo jornal paulistano voltou a promover, em 1918, uma prova de atletismo, denominada “Estadinho”. Era uma corrida de 24 km em torno da cidade. Com a construção do primeiro estádio atlético – sem dimensões oficiais – do Clube Paulistano, em 1919, cresce o interesse pelo esporte em São Paulo.

As primeiras competições oficiais de atletismo do Rio de Janeiro foram realizadas no campo de futebol do Clube de Regatas Flamengo, no fim da década de 1910, sendo que a pista foi desenhada no gramado.

Em 1920, é inaugurada nas dependências do Fluminense a primeira pista destinada especialmente para a prática do esporte no país onde foram disputadas algumas competições de atletismo do Estado. No mesmo ano, realizou-se o primeiro Campeonato Interestadual de Atletismo, reunindo atletas do Rio de Janeiro e São Paulo.

Posteriormente, vários campeonatos brasileiros da modalidade foram organizados pela antiga CBD (Confederação Brasileira de Desporto).

De todos os atletas brasileiros que se destacaram em competições internacionais, não poderíamos deixar de citar os nomes de Adhemar Ferreira da Silva (bi-campeão olímpico em 52 e 56), João Carlos de Oliveira – o João do Pulo – (bi-campeão Pan-Americano em 75 e 79) e Joaquim Cruz (campeão olímpico em 84 e medalha de prata em 88).

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