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História no Brasil

Atletismo no Brasil

Ingleses e alemães radicados no Brasil foram os pioneiros do esporte organizado no país. Em 1880, já existia, no Rio de Janeiro, o Club Brasileiro de Cricket, onde se vendiam poules de aposta para as corridas a pé, realizadas entre jogos de críquete e provavelmente de golfe. Em São Paulo o primeiro a ser fundado – 3 de maio de 1888 – foi o São Paulo Athletic, de início só para a prática do críquete, mais tarde promovia também, torneios de corridas a pé, ginástica, golfe e futebol. A esses se seguiram ainda em São Paulo, Club Alemão de Ginástica (1888), a Associação Atlética Mackenzie College (1898), o Sport Club Internacional (1899) e Club Atlético Paulistano (1900); em Niterói, a Rio Cricket and Athletic Association, por volta de 1899; e em Porto Alegre, várias agremiações dirigidas por alemães, dedicadas à ginástica, jogos com bola e provas atléticas.

Em todos esses clubes, surgidos no fim do século, o atletismo foi praticado de forma empírica e descontínua, não obedecendo muito às normas traçadas na Inglaterra. Três anos depois, são publicadas as primeiras regras internacionais, seguidas por todos os clubes brasileiros, e o Club Atlético Paulistano inaugura o primeiro estádio de atletismo construído no Brasil. Pela mesma época, iniciam-se as disputas interestaduais Rio-São Paulo e uma série de torneios com atletas argentinos e uruguaios. Desde então – sobretudo por sua participação em jogos olímpicos, pan-americanos e universitários – o Brasil vem procurando acompanhar de perto o atletismo mundial.

Esporte de pouca popularidade no país, o atletismo tem esbarrado em muitos obstáculos para que se possa ter, em curto prazo, uma equipe brasileira de relevo no plano internacional. Alguns desses obstáculos são a falta de campos e pistas adequados, em especial no interior; o pouco preparo especializado de técnicos e treinadores; o regime imposto ao atleta, em geral amador sem condições de se dedicar em tempo integral aos exercícios; a falta de orientação nas escolas e universidades, onde nascem os grandes campeões de outros países; o reduzido apoio financeiro dos órgãos oficiais; a cobertura relativamente fria que a imprensa da às competições amadoristas, que se concentram quase só no futebol, e a própria estrutura sócio-econômica do país, que impossibilita a formação de bons atletas e, em conseqüência disso, a falta de interesse do público pelo esporte. O primeiro órgão a controlar o atletismo internacional, foi o próprio Comitê Olímpico Internacional, que elaborou e supervisionou todas as provas, tanto atléticas como de outros esportes, por ocasião dos jogos olímpicos de 1986.

Criado, porém, em função de um programa que só se repetiria de quatro em quatro anos, o comitê praticamente cessava suas atividades nesse meio tempo. Por isso, não tardou que cada esporte sentisse a necessidade de criar seu próprio órgão internacional, visando à realização de torneios não olímpicos. Em 1913, fundou-se a International Amateur Athletic Federation (Federação Internacional de Atletismo Amador F.I.A A), com sede em Londres. Essa entidade – que controla as provas internacionais de pista e campo, em todo o mundo, inclusive as do programa olímpico – destina-se então, a promover e regulamentar torneios exclusivamente masculinos.

A questão do atletismo feminino, muito discutida no início de século, ficava entregue a cada federação nacional filiada à F.I.A A, já que não havia competições internacionais de caráter oficial. Em 1921, crio-se a Federation Sportive Féminine Internacionale (Federação Esportiva Feminina Internacional) em Paris, com o objetivo de promover, de quatro em quatro anos, entre dois jogos olímpicos, o seu próprio torneio de atletismo. Quatro deles chegaram a se realizar, em Paris (1922), Gotemburgo (1926), Praga (1930) e Londres (1934), os dois primeiros vencidos pela Grã-Bretanha, os dois últimos pela Alemanha. Durante o torneio de 1922, a Bélgica apresentou proposta no sentido de que a F.I.A.A, passasse a reconhecer e controlar o atletismo feminino, mas essa proposta só estudada dois anos depois, foi sumariamente recusada.

Em 1928, o Comitê Olímpico Internacional incluiu provas femininas no programa oficial cumprido em Amsterdam, mas a F.I.A.A., continuou cuidando apenas do setor masculino. Em 1834, a Alemanha renovou a proposta da Bélgica, dessa vez com êxito, pois a partir de 1936 todo o atletismo masculino e feminino, ficou aos cuidados da F.I.A A, deixando de existir a Federation Sportive Feminine Internacionale, já nos jogos olímpicos daquele ano. A F.I.A.A. , é hoje o órgão supremo do atletismo mundial. A ela filiadas todas as federações nacionais de países onde o esporte é praticado oficialmente.

Esse conceito, também elástico, é interpretado de diferentes modos, conforme o país. Nos E.U.A, é reconhecido como amador o atleta universitário que compete por determinada escola, em troca de uma bolsa de estudos que às vezes, pode custar de 8 a 10 mil dólares. Na U.R.S.S, são amadores os professores de educação física, mesmo remunerados, e os militares cuja única atividade é o esporte. O Comitê deixa por conta de cada organismo internacional – no caso a F.I.A A – a última palavra e este, por sua vez, transfere a questão para as federações nacionais a ele filiadas.

No Brasil, o atletismo é controlado pela Confederação Brasileira de Desportos (C.B.D, filiada à F.I.A A, Compete-lhe regulamentar o esporte no país e organizar as competições de caráter nacional, seja, o campeonato brasileiro, entre seleções estaduais, e o troféu Brasil, entre clubes. No âmbito regional, o atletismo brasileiro é dirigido por federações que organizam os seus próprios campeonatos. Essas federações – uma para cada Estado – são filiadas à C.B.D, que por sua vez é subordinada ao Conselho federal de Desportos (ex-Conselho Nacional de Desportos), órgão do Ministério da Educação e Cultura, criado a 14 de abril de 1941. À época dos jogos olímpicos, a seleção e preparo dos atletas são feitos sob a supervisão do Comitê Olímpico Brasileiro. As competições estaduais são regidas pela Confederação Brasileira de Desportos Universitários (C.B.D.U) . A.C.B.D. e a C.B.D.U. estão filiadas também, às respectivas confederações sul-americanas e pan-americanas.

 

O Brasil no mundo

A primeira participação do Atletismo do Brasil em Olimpíadas aconteceu nos Jogos de Paris, França, em 1924. Já o primeiro resultado importante veio em Los Angeles, Estados Unidos, nos Jogos de 1932, com o 6º lugar de Lúcio de Castro no salto com vara.

No total, atletas brasileiros conquistaram 12 medalhas olímpicas: 3 de ouro, 3 de prata e 6 de bronze.

Os Campeonatos Mundiais de Atletismo foram disputados pela primeira vez em 1983. O Brasil possui 3 medalhas de prata e 4 medalhas de bronze. Nos Mundiais de Juvenis, 1 medalha de ouro. Nos Mundiais Indoor (Pista Coberta) o Brasil tem 1 de ouro, 1 de prata e 2 de bronze.

Nos Mundiais de Maratona em Revezamento são 1 de prata e 1 de bronze. Nos Mundiais de Meia-Maratona, 2 de bronze (1 individual e 1 por equipes). Na Copa do Mundo de Maratona, 1 de bronze por equipes.

Na Copa do Mundo, competição disputada por seleções continentais, atletas brasileiros participam defendendo a seleção das Américas. E 6 atletas brasileiros ganharam 10 medalhas em provas individuais: 6 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze. Outros 3 atletas ganharam a medalha de ouro defendendo a equipe continental no revezamento 4x100m.

Nos Jogos Pan-Americanos são 98 medalhas: 32 de ouro, 29 de prata e 37 de bronze.

O mundo no Brasil

Nos 87 anos da IAAF, apenas três Campeonatos Mundiais foram realizados na América do Sul. E destes, dois foram organizados pela CBAt: O Mundial Feminino de Corrida de Rua, em 1989, no Rio de Janeiro, e o Mundial de Maratona em Revezamento (Ekiden), em Manaus, em 1998.

A organização dos dois eventos foi elogiada pelos representantes da IAAF. A competição de Manaus, foi considerada pelos delegados internacionais o melhor Mundial de Atletismo já realizado fora de estádio pela IAAF.

Hegemonia no continente

Em sua história, o Atletismo conseguiu expressivos resultados internacionais para o Brasil. É o esporte com maior número de medalhas conquistadas em Olimpíadas – junto com o Iatismo – e em Jogos Pan-Americanos. Além disso, as seleções nacionais mantêm, desde 1974, absoluta hegemonia na América do Sul.

As primeiras vitórias individuais brasileiras em Sul-Americanos foram conseguidas no Campeonato realizado em Buenos Aires, Argentina, em 1931. Os ganhadores foram Sylvio de Magalhães Padilha, depois presidente do COB – Comitê Olímpico Brasileiro, nos 400 metros com barreiras, e Joaquim Duque da Silva no lançamento do dardo.

O primeiro título por equipes do Brasil foi conquistado em 1937, em São Paulo.

 

Fonte: CBAT, Uol, Teerã, Globo.com e cob.org.br

 

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